Sexo nas alturas

Sexo nas alturas: o clube dos 10.000

Deuses do Amor - Última atualização: 15 de maio de 2026

Por mais de um século, o Mile High Club reúne passageiros em busca de algo além do comum. Hoje em dia, algumas companhias aéreas chegaram a criar experiências pensadas especialmente para esse público. Ou seja, estamos falando de sexo nas alturas.

O que é o Mile High Club?

O Mile High Club é formado por viajantes que não se contentam apenas com ler um livro, dormir, assistir a um filme ou trabalhar durante o voo. Em vez disso, eles querem mais. Na prática, desejam viver uma experiência íntima a cerca de 10 mil metros de altitude.

Por exemplo, o empresário britânico Richard Branson, fundador da Virgin, já afirmou que entrou para o clube aos 19 anos, em 1969, durante um voo.

Voos eróticos existem mesmo?

Sim, de fato, há empresas especializadas nisso.

Por um lado, a Flamingo Air oferece, há quase 20 anos, voos privados com foco em experiências românticas. Além disso, os pacotes incluem itens como cobertura, chocolates e champanhe. Em média, o preço gira em torno de US$ 475. Geralmente, a maioria dos clientes são casais com mais de 35 anos.

Por outro lado, a Love Cloud também oferece voos privados sobre Las Vegas, com preços a partir de US$ 700.

Mas o “verdadeiro” desafio é outro

No entanto, para muitos, a “regra não oficial” é clara: só vale se for em um voo comercial.

De acordo com uma pesquisa, apenas 23% das pessoas admitiram já ter tentado. Ainda assim, muitas foram flagradas. Ou seja, falharam.

Para resumir, a regra simbólica é estar a pelo menos 1.609 metros (5.280 pés) acima do nível do mar.

A origem do Mile High Club

Historicamente, o crédito costuma ser dado a Lawrence Sperry, pioneiro da aviação. Em 1916, ele teria utilizado o piloto automático de um avião Curtiss para viver um momento íntimo durante o voo.

Casos famosos

Ao longo dos anos, alguns casos chamaram atenção.

Por exemplo, em 1999, dois passageiros de um voo da American Airlines, de Dallas para Manchester, foram presos após manter relações na frente de outros passageiros. Como consequência, ambos perderam seus empregos após o caso ganhar repercussão.

Da mesma forma, em 2007, uma comissária da Qantas foi demitida após se envolver com o ator Ralph Fiennes durante um voo entre Darwin e Mumbai.

E a tripulação?

Segundo pesquisas, a situação é mais comum do que parece:

  • 35% dos comissários já tiveram relações durante voos
  • 21% com colegas de trabalho
  • 14% com passageiros

Apesar disso, a tripulação geralmente evita interferir, desde que não haja comportamento inadequado ou reclamações.

Regras e riscos

Antes de tudo, é importante entender que a principal preocupação não é o ato em si, mas o comportamento.

Se por um lado houver discrição, por outro lado, qualquer exposição pode gerar problemas. Por exemplo, podem ocorrer acusações de atentado ao pudor.

Além disso, desobedecer à tripulação é considerado uma infração grave na aviação civil.

O caso do Airbus A380

Em 2007, a Singapore Airlines pediu que passageiros da primeira classe evitassem relações durante o voo.

Isso porque as suítes com camas de casal não tinham isolamento suficiente para garantir privacidade total. Portanto, havia risco de constrangimento para outros passageiros.

Quando dá errado

Em alguns casos, a situação sai do controle.

Por exemplo, em 2006, um casal foi preso após se recusar a interromper uma situação íntima durante o voo. Na defesa, os advogados alegaram que o homem estava apenas passando mal e descansando no colo da mulher. Ainda assim, poucos acreditaram nessa versão.

Dicas (com bom senso)

Se a ideia for viver essa experiência, a discrição é essencial.

Em geral, algumas sugestões incluem:

  • Preferir voos noturnos
  • Escolher voos longos
  • Evitar chamar atenção
  • Respeitar os demais passageiros

Por fim, para quem busca luxo extremo, há opções como suítes privadas em primeira classe. No entanto, os preços podem ultrapassar 30 mil euros por trecho.

Em resumo, para a maioria das pessoas, um cobertor, um voo tranquilo e discrição já são mais do que suficientes.e suficientes.


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