Destinos românticos: Svalbard
Deuses do Amor - Última atualização: 4 de janeiro de 2026
Continuamos com a série de dicas sobre lugares românticos e menos conhecidos do mundo. Hoje: Destinos românticos: Svalbard (ver no google maps)
Svalbard é uma das regiões povoadas mais ao norte do planeta — um sonho para exploradores e amantes da natureza extrema. É onde ursos-polares e renas se adaptaram ao mundo glacial branco-azulado e onde, no verão ártico, o gelo se abre para revelar delicados botões de flores voltados ao sol da meia-noite.
Geografia – Um arquipélago no Oceano Ártico
Svalbard é um arquipélago norueguês localizado entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, composto por mais de 400 ilhas e recifes. A principal cidade, Longyearbyen, tem cerca de 1.800 habitantes e fica na maior ilha, também chamada Svalbard.
Devido à posição extremamente setentrional, o clima é sempre frio. No inverno, o arquipélago fica coberto por uma espessa camada de gelo e neve. Já no verão, a influência da Corrente do Golfo derrete parte do gelo, especialmente na costa sul, que chega a ficar livre de gelo e surpreendentemente florida.
Natureza – Entre renas, morsas e ursos-polares
Estima-se que existam cerca de 3.000 ursos-polares para 2.000 habitantes em Svalbard. Eles são magníficos e observá-los é o desejo de quase todos os visitantes. No entanto, nos últimos anos ocorreram ataques, razão pela qual há sinais de alerta por toda parte, e edifícios públicos mantêm armas de segurança — usadas apenas em último caso, já que a espécie é rigidamente protegida.
Quem deseja explorar a natureza deve, obrigatoriamente, contar com um guia experiente, preparado para agir em situações de risco.
Além dos ursos, Svalbard abriga morsas, renas árticas e uma flora delicada que brota nos curtos meses de verão. Para quem busca aventura, passeios por cavernas glaciais são um dos destaques: corredores de gelo, entradas estreitas e tetos baixos revelam formas impressionantes esculpidas pelo frio.
E para os sortudos que visitam a região no inverno, há o espetáculo da aurora boreal, iluminando o céu com véus verdes e rosados e revelando um firmamento estrelado como poucos no planeta.
Cultura – Vikings, minas de carvão e pesquisa científica
Há relatos de que os primeiros exploradores de Svalbard foram os vikings, que chegaram por volta do século XII. Mas a região só entrou realmente no mapa no início do século XX, quando começou a exploração de carvão. A partir de 1900, várias nações se envolveram na atividade; hoje, apenas três minas seguem em operação, empregando cerca de 400 mineiros.
Desde 1925, Svalbard está sob controle da Noruega, que permite que outros países continuem produzindo carvão — e apenas a Rússia mantém essa atividade atualmente.
Hoje, entretanto, a maior parte dos moradores fixos ou temporários está ali por outro motivo: pesquisa científica. O arquipélago tornou-se um dos principais centros de estudos sobre o Ártico e abriga também um dos maiores bancos de sementes do mundo, preservando variedades agrícolas para as gerações futuras.
Atrações culturais – Longyearbyen e além
A principal área habitada de Svalbard é Longyearbyen, com casas coloridas que contrastam lindamente com a paisagem gelada. Cerca de 1.800 dos 2.500 habitantes vivem ali. Outros 700 estão em Barentsburg, a última cidade russa da ilha, e cerca de 100 residem em Ny-Ålesund, o assentamento permanente mais ao norte do planeta.
Não há estradas ligando as cidades. O transporte é feito por aviões, helicópteros e, no inverno, por cães de trenó.
Experiências – Sociabilidade no gelo
O turismo tem crescido em Svalbard, atraindo viajantes em busca de natureza selvagem e aventura no gelo eterno. Cruzeiros são cada vez mais comuns, e isso impulsionou a construção de hotéis de alto padrão e restaurantes de excelente qualidade — que servem tanto culinária internacional quanto pratos locais, como carne de rena e carne de foca.
Uma curiosidade gastronômica é uma bebida forte que contém água de degelo glaciar, bastante popular entre visitantes.
Depois de um dia puxado com os cães de trenó, muitos turistas terminam a noite em um dos pubs de Longyearbyen, ponto de encontro de mineiros, pesquisadores e aventureiros de diversas nacionalidades.
Atividades – Aventuras no gelo e na tundra
No inverno, atividades como passeios de trenó puxado por cães, caminhadas na neve e esqui são as preferidas de moradores e visitantes.
No verão, vale explorar a costa sul, onde a paisagem floresce e as jovens renas pastam ervas frescas. Como Svalbard não tem uma infraestrutura turística tão desenvolvida, a melhor forma de conhecer a região é se aproximar dos moradores locais — eles são a chave para descobrir a verdadeira essência do arquipélago.
Informações práticas
- A noite polar começa em 26 de outubro e vai até 16 de fevereiro, período em que o sol não aparece.
- Entre 20 de abril e 26 de agosto, ocorre o oposto: é o período do sol da meia-noite, com luz permanente.
- Mais de 40 nacionalidades vivem em Longyearbyen.
- O inglês é amplamente utilizado.
- O arquipélago é acessível por meio de voos que partem da Noruega.
A beleza frágil e extrema de Svalbard dispensa turismo de massa e grandes parques de diversão. Aqui, o verdadeiro encanto está em explorar com calma, respeitar a natureza e deixar-se transformar pelo silêncio gelado do Ártico.
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