Nossa luz somos nós, não o homem com quem estamos

Carta para os Deuses – Nossa luz somos nós, não o homem com quem estamos.

Deuses do Amor - Última atualização: 29 de janeiro de 2026

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Nossa luz somos nós, não o homem com quem estamos

Queridos Deuses do Amor,

Farei 46 anos em um mês. Em 1999, fui deixada pelo meu então namorado depois de oito anos juntos. Ele era tudo para mim — nós éramos tudo. Vivi com ele as grandes etapas da minha vida: meu diploma do ensino médio, minha carteira de motorista, minha formatura…

Ele tinha 11 anos a mais que eu, e eu ouvia piadas dizendo que um dia eu o deixaria por ser jovem demais para ele. Mas, em uma noite de outubro, foi ele quem me disse: “Não vejo mais meu futuro com você.”
Um choque absoluto, ainda mais porque já falávamos em casamento. Até então, ele me enchera de cartas de amor, promessas e presentes. Não havia outra pessoa. Ele simplesmente acordou um dia e não me queria mais. Chorei todas as lágrimas que tinha.

Fiquei com raiva, triste, deprimida e profundamente sozinha — nossos amigos eram todos em comum. Felizmente, minha família foi o meu ninho, seguro e abençoado. Levei anos para me reerguer, mas depois… encontrei o pai dos meus filhos, e hoje somos uma família feliz. Se eu tivesse me casado com aquele ex, não seria tão feliz, nem seria quem me tornei.

Percebi só mais tarde que eu vivia no reflexo dele, não na minha própria luz.
Escrevo para vocês — e para todas as moças que escrevem desesperadas após um abandono: hoje tudo parece escuro, mas a luz virá.
Acreditem em uma mulher de 45 anos.

Maria

Os Deuses do Amor respondem

Minha querida Maria,

Qualquer palavra que eu adicione à sua carta parece arriscar diminuir o seu valor — e a sua generosidade. Mas tentarei, com delicadeza.

A sua história nos lembra que, muitas vezes, quando acreditamos estar despencando, na verdade estamos mergulhando.
E que somos, sim, mais fortes do que aquilo que nos acontece.

O amor insiste em despertar nossa parte mais frágil — a criança que fomos. Quando um amor termina, parece a derrota dessa criança, que então grita dentro de nós, tão alto que nos deixa surdos para o mundo que continua a nos chamar.

É justamente aí que precisamos acolhê-la em nossos braços e tranquilizá-la.
Quando ela se acalma, quando se sente segura, o amor pode voltar — e se revelar na pessoa certa, no momento certo, para permanecer.

Espero que cada um de nós guarde esta página em uma gaveta.
E que a releia sempre que aquela garotinha interior se sentir traída.


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