A Ponte Invisível

O livro de amor do mês: A Ponte Invisível, de Julie Orringer

Deuses do Amor - Última atualização: 14 de fevereiro de 2026

Todos os meses sugerimos um livro de amor que você pode ler sozinho ou com a pessoa que ama. Este mês: A Ponte Invisível

A Ponte Invisível, de Julie Orringer, é um romance histórico de grande fôlego que combina a profundidade emocional dos romances do século XIX com uma sensibilidade narrativa moderna. No centro da obra está a ascensão do nazismo e o destino trágico dos judeus húngaros, progressivamente privados de direitos, identidade e dignidade.

A história acompanha os irmãos Tibor e András Lévi, que seguem caminhos distintos: Tibor parte para Modena, na Itália, para estudar medicina, enquanto András vai para Paris, onde sonha em se tornar arquiteto. Em uma época em que as leis antissemitas impediam judeus húngaros de frequentar a universidade, ambos só conseguem estudar graças à ajuda decisiva de um professor solidário.

O romance pode ser dividido em duas grandes partes. Na primeira, acompanhamos a vida de András em Paris, seu amor por uma dançarina húngara e as dificuldades crescentes causadas pelas leis discriminatórias, que culminam na perda de sua bolsa de estudos. Já a segunda parte mergulha em um tom muito mais sombrio, descrevendo de forma angustiante o trabalho forçado imposto aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1940, com a aliança da Hungria à Alemanha nazista, András é forçado a se alistar nos batalhões de trabalho. Em meio a condições desumanas, fome e violência, ele e um amigo conseguem organizar a circulação de jornais clandestinos, usando a ironia e o humor como formas de resistência e sobrevivência — publicações que realmente existiram e cujos registros estão preservados no Arquivo Judaico Nacional de Budapeste.

Julie Orringer se inspirou parcialmente na história real de seu avô, o que a levou a realizar extensas pesquisas históricas. O resultado é um romance profundamente humano, que busca preservar a memória, transmitir a verdade histórica e dar voz àqueles cujas histórias foram silenciadas.


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