Beijo do Hotel de Ville

O “Beijo do Hotel de Ville” de Doisneau. A verdadeira história

Deuses do Amor - Última atualização: 12 de março de 2026

Beijo no Hotel de Ville por Doisneau, a foto “fake”

Dois jovens amantes se beijam diante de uma das mais belas paisagens de Paris. Ao fundo, ergue-se o Hôtel de Ville.

“Beijo no Hôtel de Ville”, de Robert Doisneau, não é apenas sua imagem mais famosa. Também é um dos grandes símbolos da Paris do pós-guerra.

A fotografia transmite leveza, romantismo e esperança. Por isso, atravessou gerações e continua encantando até hoje.


A criação da imagem

A fotografia foi feita em março de 1950. Na época, Doisneau tinha 38 anos e trabalhava em uma reportagem para a revista Life.

O tema era simples: os amantes de Paris.

O fotógrafo estava sentado próximo ao Hôtel de Ville. Dali, observava o movimento da movimentada Rue de Rivoli.

De repente, um jovem abraçou sua namorada e a beijou. A cena parecia natural. Enquanto isso, os pedestres seguiam suas rotinas.

O casal se destaca em primeiro plano. Ao fundo, a cidade cria um cenário elegante.

Além disso, o preto e branco reforça a atmosfera atemporal da imagem.


Um sucesso que demorou a chegar

Quando foi publicada na revista, a fotografia passou quase despercebida.

Ela apareceu em tamanho pequeno. Além disso, fazia parte de uma série com outras imagens. O nome de Doisneau nem sequer foi destacado.

No entanto, tudo mudou cerca de vinte anos depois.

Na década de 1970, Paris passou por transformações importantes. A demolição de Les Halles marcou o fim de uma era.

Nesse contexto, surgiu um sentimento de nostalgia. As fotos de Doisneau passaram a representar uma Paris que já não existia.

Assim, “Beijo no Hôtel de Ville” se transformou em um ícone mundial.

Hoje, a imagem foi reproduzida milhões de vezes. Ela aparece em cartazes, livros e cartões-postais.


A revelação da encenação

Em 1988, surgiu uma polêmica.

Um casal entrou na Justiça afirmando ser o retratado na fotografia. Eles pediam indenização pelo uso da imagem.

Durante o processo, Doisneau revelou a verdade.

A cena não era espontânea, havia sido encenada.

Para evitar problemas legais, o fotógrafo pediu que dois jovens atores posassem. Os protagonistas eram Françoise Bornet e Jacques Cartaud.

A revelação surpreendeu o público. Ainda assim, o impacto da imagem não diminuiu.

Pelo contrário, a fotografia ganhou um novo significado. Deixou de ser apenas um registro e passou a ser um símbolo.


Quem foi Robert Doisneau

Robert Doisneau nasceu em 1912, em Gentilly, na França.

Ele estudou litografia e começou sua carreira como assistente do fotógrafo André Vigneau.

Mais tarde, trabalhou como fotógrafo industrial na Renault.

Após a Segunda Guerra Mundial, voltou a Paris. Em seguida, consolidou-se como um dos principais nomes da fotografia humanista.

Trabalhou para revistas como Life e Vogue.

Além disso, colaborou com artistas como Blaise Cendrars e Jacques Prévert.

Doisneau morreu em 1994, em Montrouge.


Um beijo que atravessou o tempo

Mesmo após tantas décadas, a imagem continua viva.

Ela representa uma Paris romântica, leve e cheia de poesia.

Mais do que uma fotografia, tornou-se um símbolo universal do amor.

E, independentemente de ter sido encenado ou não, o beijo segue encantando o mundo.


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